Mutável

quarta-feira, outubro 21, 2015

Ontem detestava usar preto e agora adoro. Há alguns anos adorava ouvir heavy metal e hoje em dia fico-me pelos agudos da Demi Lovato. Já gostei de panados de costeletas de porco e agora detesto. Até outro dia ter cabelo comprido era uma das coisas que mais gostava em mim e acordei e puft, quis cortar o cabelo acima do peito. Ultimamente a minha maquilhagem nos olhos fica-se pelo rímel ou pelo eyeliner + rímel quando vou sair em vez das variadas sombras de olhos e maquilhagens bem trabalhadas e espectaculares. Num dia alguém significa-me e, por o acaso das desilusões, no dia seguinte pareço imune. Já gostei de usar as unhas pintadas e compridas e agora uso-as sem verniz e o mais curtas possível. Antes não suportava sapatos estilo "envernizados" e agora adoro usar o meu par que tenho. E o Verão de 2014 em que era apaixonada por kimonos e neste Verão detestei a peça de roupa e só usei porque pronto. 

E muitas mais coisas. O facto é que eu mudo. Da água para o vinho e do vinho para o vinagre e continuo nesta constante mutação de gostos e desgostos, de sentimentos. E aprendi a abraçar cada mudança e a presentear-me com todas elas para descobrir novas fases em mim, novas descobertas, explorar um pouco mais de cada centímetro do meu ser. Sou mutável. Ponto.


O armário

Quero

sexta-feira, outubro 16, 2015

Não me importaria nada mas é que nada mesmo de ostentar um par destas Adidas Superstar nos meus pés. Alguém quer fazer uma vaquinha por aí?

Saúde

Desistir não é opção

terça-feira, outubro 13, 2015

Quem é meu leitor fiel aqui pela blogosfera mas também me segue nas redes sociais como o instagram, sabe que desde Março eu tenho vindo a mudar os meus hábitos alimentares e . Lá houveram uns dias em que me punha a saltar à corda mas nada de muito compromisso e, confesso, não sou a melhor amante para o exercício físico. Contudo, cheguei à conclusão que é necessário. A ideia já morava na minha cabeça desde que comecei esta aventura da reeducação alimentar mas, depois de 7 meses e reparando que o meu peso custa a baixar mais, tive que dar um "boost" à minha vida... até porque não ter os resultados que tinha nos primeiros meses, começou a fazer com que eu me fosse descuidando e as gordices voltassem ao meu cardápio. É assim, necessária a actividade física. Foi preciso receber motivação de outras pessoas? Foi sim. E hoje, dia 13 de Outubro de 2015, cumpri o objectivo da lista de ano novo de cuidar (ainda mais) de mim. Inscrevi-me no ginásio ao aproveitar uma promoção, fiz a minha avaliação (caótica!) e amanhã ou assim irão atribuir-me o plano de treino com o objectivo de continuar a perder peso e, também, começar a tonificar aqui o corpitxo

Já perdi vinte e dois quilos mas preciso de perder mais vinte e dois para ficar, no mínimo, aceitável. E se for para ficar como eu deveria, ainda são precisos mais uns vinte acima desses vinte e dois seguintes. Já disse isto milhões de vezes por cá: adoro-me sendo gorda mas são vinte e cinco anos da minha vida a ser gorda e cansei. Quero os próximos vinte e cinco anos da minha vida o mais saudáveis possíveis. Amei-me gordinha, gorda, sendo mais gorda ainda mas quero as novas etapas e histórias da minha vida tendo o corpo que, no fundo, gostaria de ter. É por me amar e gostar muito de mim que faço isto porque, let's be honest, só quem não se gosta que não quer se cuidar. E, cuidar-se, não é manter-se obeso e carregar esse peso extra que nos estraga as articulações e abraçar outros problemas que, SÓ quem é obeso, sofre. 



Enfim, vai ser difícil? Vai. Exige, acima de tudo, compromisso comigo mesma. Espero não desistir, espero ter a força de vontade de acordar duas horas mais cedo para ir ao ginásio e sair cheia de energia para os dias de trabalho. Se um dia ficar na cama, não custará ir de tarde. Desistir não é opção. Eu não comecei à procura de um "corpo de verão", comecei à procura de um "corpo para a vida" e é disto que eu preciso me lembrar. 

Um chá e um amor. Quentes, por favor.

sábado, outubro 10, 2015

Sim, eu alterei a frase reconhecida do Caio F. Abreu por motivos de: não gosto de café. E sim, eu quero um chá e quero também um amor, bem quentes.

Carta ao meu antigo eu

quarta-feira, outubro 07, 2015

Braga, 7 de Outubro de 2015

Olá, Catarina. Quem te escreve és tu mesma mas no auge dos teus 25 anos. Que idade tens tu agora? Dez? Hahahaha, já estás com os dentes da frente partidos porque eu lembro daquele acidente de bicicleta tão bem como tu. Relaxa, ainda te vai esperar umas visitas ao dentista porque essa metade de dentinhos falsa vai apenas segurar-se quando te colocarem uns pregos nos dentes. Sem medos, vai doer mas vai passar. Aliás, todas as dores que por aí vêm, vão passar. Desculpa, se calhar não te devia dizer isso mas não esperes pelo mar de apenas flores durante estes próximos quinze anos. Mas vais crescer... ah, vais. E vais chegar até onde estou agora e sentires-te orgulhosa de ti mesma.

Sabes aquele rapaz por quem clamas ter uma paixãozinha? Oh, rapariga. Esquece. Não vai sair nada disso porque és insegura demais para te declarares a quem quer que seja. Sabes como é, né? Gordinha desse jeito e depois de ser tão gozada, não te achas digna de alguém um dia se apaixonar por ti. E só para te informar, continuo gorda. Quase te culpo por isso porque podias muito bem, em mais nova, ter tido empenho para cuidar mais de ti. Mas não é que seja por isso, vais aprender a amar-te do jeito que és e vais acabar por tomar conta de ti. Sabias que mudei os hábitos alimentares e tenho tido bons resultados? Um dia ainda seremos gostosas. Enfim, esquece esse diário onde escreves porque eu já me ri muito com ele e temo que também te vás achar ridícula e ninguém precisa disso, não é mesmo? É bom que exponhas todas as tuas inseguranças na escrita... mas, queima. Escreve e queima.

E as raparigas que andam contigo na escola e tu detestas porque te fazem a vida negra? Esquece-as. O tempo passa e logo vais te ver livre delas e conhecer novas pessoas que te vão trazer alegrias, momentos bons e que agora me provocam uma nostalgia tal. Vai ser das melhores fases da tua vida e quando tiveres bem lá no alto, vais cair, despencar. Vai acontecer-te algo que vais levar para o resto da tua vida.

A Dona Rosa, cuida bem dela. Ajuda-a em tudo o que for preciso e dá-lhe o apoio mais que necessário. Quando tiveres 16 anos, vais receber a notícias de que ela sofre de cancro e os próximos 9 meses vão escrever uma mudança na tua vida. Se calhar não devia te preparar para isto porque não há preparação possível mas hoje, com a minha idade, vais sentir-te triste cada vez que pensares que por teimosia tua ou por ser, simplesmente, a "idade da parvalheira" respondias à tua mãe com tudo menos carinho e mesmo que fizesses as coisas por ela, era sempre de cara fechada. Afinal, era muito mais gratificante ficar no computador a jogar Sims do que cuidar da casa e era muito melhor sair de noite do que ficar encarregue do jantar e de todas as outras lides domésticas. Vais arrepender-te. Por isso, Catarina, quando a nossa mãe te pedir alguma coisa, faz. Sem resmungos, sem zangas, sem crises de "Sou sempre eu a fazer tudo". Põe na cabeça que chega uma hora em que deves cuidar de quem já cuidou de ti. A D. Rosa vai falecer e tu vais ser a primeira a saber disso e nos próximos anos, vais sofrer com a ideia que, talvez, a nossa mãe partiu sem se sentir orgulhosa de ti. Mas, espero que saibas, que pela minha experiência, a nossa mãe deve sentir-se sim, orgulhosa. Hoje em dia, serás o oposto dessa fase e vais ver que fazes mais pelos outros do que por ti mesma. E olha, arrumar a casa é um prazer, vais adorar comprar coisas no mercado e experimentar produtos de limpeza novos.

Se te vais apaixonar? A sério, a sério só quando tiveres perto de 20 anos. Antes disso, vão ser paixonetas quando te confrontares com a ideia de amor a sério. Mas nem quero falar sobre até porque temos 25 anos agora e eu ainda padeço disso. Mas sim, vais amar e ser amada. Aliás, vais descobrir com o tempo que tens uma personalidade cativante e tens um charme que arrebata corações: só o teu que não é tocado da mesma forma e vais acabar por machucar alguns corações. O mais importante é que vais entender que o amor simplesmente surge, dói, engrandece, cura e não escolhe o que quer que seja.

Vais concluir a universidade e vais trabalhar no restaurante do nosso pai (continua a cuidar bem dele como cuidas) enquanto não dás um rumo certo à tua vida. O bom disso é ver como consegues conciliar tudo a que te propões e nada troca a realização de tu mesma poderes concretizar os teus planos. Sabias que vais pagar os teus próprios estudos? Tudo o que compras e sem dar explicações? Sabias que vais conseguir planear e concretizar uma viagem inteira de um mês ao Brasil e vais adorar a experiência e sentir que estavas em casa? Pois é, Catarina, aquelas fotos de dois anos lá no Cristo Redentor vão ser história quando as substituíres por ti mesma, de 24.

Não sei mais o que te dizer. Até sei mas espero que continues a viver a tua vida com essas surpresas todas, a ideia de que acontecem só cagadas mas continuas a sobreviver (e a viver). No geral vais ser feliz e ainda vais continuar sonhadora com um futuro brilhante e, acima de tudo, harmonioso. 

Até breve!

Esta publicação foi inspirada numa publicação no blogue "One Girl in the Bookstore".

segunda-feira, outubro 05, 2015


O que eu tenho que entender e aceitar é que não posso ser consertada pela mesma pessoa que me me quebrou. Ou posso?