A vida não colabora. Ou colabora?

terça-feira, setembro 29, 2015

... quando eu já comprei toda a roupa que quero usar no Outono e continuam mil graus lá fora
... quando continuo a esquecer-me do telemóvel no trabalho e fico aqui a pensar se realmente ele lá ficou esquecido, ou roubaram, ou perdi, ou whatever
... quando chego a casa e tenho roupa para estender, máquina para encher
... quando estou cansadíssima mas tenho mil e quatrocentos pensamentos na cabeça e não consigo dormir
... quando as minhas encomendas online estão para chegar numa sexta-feira à tarde e obviamente os correios vão só entregar na próxima semana
... quando sinto uma dor no dedo do pé e, ao tirar a bota no final do dia, verifico que a meia esteve rasgada e por esse detalhe passei o dia em sofrimento
... quando estou a fritar bacalhau e queimo os dedos e o braço
... quando tiro uma roupa das cordas, uso e sujo a peça uma hora depois 
... quando sinto que tenho tanto o que escrever e compartilhar no blogue mas falta a inspiração e o saber em como colocar isso em palavras
... quando vou toda refilona tentar ficar com o cabelo roxo e o pigmento vermelho é um inferno para ser retirado

A vida colabora,

... quando no meio de toda a cagada, as coisas vão funcionando. E eu vou sobrevivendo. 

Improvável

quinta-feira, setembro 24, 2015

Quando entrei no mundo dos blogues, confesso, queria todo aquele "jabá" de receber presentes das marcas e poder fazer resenhas para os leitores e mais um monte de coisas. Quando deixei de querer isso e por mais humilde que o Une Tulipe Jaune seja, as coisas apareceram. Não estava nada à espera de, quando entrei no meu gmail que é mais parado que o semáforo vermelho ao pé da Igreja do Carmo, ter um e-mail por ler de uma empresa - vou já dizer que é americana - interessada em enviar-me um produto da sua marca para eu fazer uma resenha pelo meu blogue, honesta, é claro. Obviamente aceitei porque é relativo a uma coisa que eu queria muito experimentar e até já tinha pensado em investir, um dia e também porque não tenho nada a perder. O mais gratificante é mesmo receber esse feedback, mesmo sem saber como, mesmo tendo apenas um pouco mais que uma centena de seguidores (obrigado a cada um!), mesmo não postando todos os dias e ser ausente. Talvez não merecesse mas... se me procuraram é porque viram alguma coisa em mim, certo? E então tenho é que aproveitar as chances que a vida me dá. 


E a vida?

terça-feira, setembro 15, 2015

O último fim-de-semana foi deveras atribulado e trabalhoso mas, apesar disso, correu tudo bem e seria impossível ter sido melhor do que foi. A cidade de Braga recebeu o evento da Noite Branca - que desnecessariamente se prolongou por 3 dias e 2 noites este ano - e eu faço parte das pessoas que não aproveitam o evento para se divertir mas sim para trabalhar. Contudo, por ter corrido tão bem este ano... ainda deu vontade - mesmo que muito pouca - de ir dar uma volta pela cidade vestida de branco. 

Infelizmente, esta semana começou com chuva. A minha pacata cidade está em alerta vermelho até ao fim-de-semana e, credo, como eu detesto tempo chuvoso. Ainda aguento o friozinho (mal, mas aguento) mas a chuva e para quem tem que sair de casa é terrível. Custou-me tanto a sair da cama hoje de manhã que nem consigo expressar. Sem falar que já me custou a adormecer e tive que pôr um cobertor na cama para conseguir aquecer... mas bem, detalhes.


Quanto ao resto da vida, tenho a dizer que já comecei a enviar e-mails (ok, Catarina... enviaste 1 e-mail!) e a procurar opções para fazer mestrado em universidades brasileiras. Quero saber o que é necessário, como é o processo selectivo para o estrangeiro e também colocar na mesa todos os pontos a favor e contra para poder planear-me nesse sentido. Quando concluí a licenciatura, percebi que estou livre e agora preciso só de saber onde e ao quê agarrar-me para continuar nesta sobrevivência diária. Quando falei ao meu pai que penso em fazer mestrado no Brasil ele perguntou "Mas vais deixar-me?" e eu respondi-lhe que podíamos nos mudar todos para o país tropical. Ao menos iríamos estar mais perto da maior parte da família e, bom, criar laços familiares é importante... não? Mas sério, ainda não sei o que fazer mesmo com o meu futuro.

Digamos que, de futuro bem próximo estou a planear a minha lista de compras para o tempo frio: quero uma parka, quero camisolas quentinhas, calças que as minhas estão a ficar largas (será que vai ser desta o adeus ao número 18 da Primark em calças?!) e um par de botas estilo as últimas que comprei que oh, estão a ser a minha salvação no dia chuvoso de hoje. 

Tenham um resto de uma excelente semana.  

Relações Internacionais: check

sexta-feira, setembro 11, 2015

Numa altura em que todos falam dos cursos nos quais foram colocados, eu e com todo o orgulho de mim mesma, anuncio que a minha etapa de licenciatura acabou. Consegui. Estou licenciada em Relações Internacionais pela Universidade do Minho. 

Faz pouco mais de um ano que, após ter parado por dois anos os meus estudos para poder trabalhar e juntar dinheiro, fiz a minha candidatura por reingresso e foquei-me no objectivo de finalmente concluir a licenciatura e deixar essa etapa da vida concluída. Foram precisas muitas batidas de martelo na minha cabeça e apoio para me fazer voltar a estudar e perceber que, sim, uma licenciatura faz falta para poder lançar-me no mundo. Foram precisas lágrimas, foi preciso ajuda de pessoas queridas e familiares e foi preciso um comprometimento comigo mesma: eu volto, mas volto para conseguir acabar o curso. Foi o meu primeiro objectivo de 2015: tornar-me licenciada em Relações Internacionais e tenho imenso orgulho em dizer que consegui. Dediquei-me, fui obrigada a conciliar o estudo com o trabalho full-time e só uma tarde de folga e ainda o governar de uma casa. Junto a isso, uma relação à distância marcada pelos fusos horários diferentes e noites mal dormidas e dores no coração. Não foi fácil mas o que eu sinto agora no meu peito é de forma tão gratificante que dei por mim a chorar. Sou assim emotiva como o caraças. 

Ter esta licenciatura marca uma nova etapa na minha vida e eu sinto já as portas todas a abrir-se para mim. Será que procuro um novo emprego, será que deixo os meus pés levar-me a outros lugares e procurar fazer um mestrado em outro país ou será que procuro enriquecer o meu intelecto e mergulho em outra etapa de estudos e procuro fazer novos cursos? Sei apenas que, na mesma situação, não vou ficar. Aprendi que posso e consigo conciliar tudo e que não sou uma mulher de ficar agarrada a uma só coisa e nem sirvo mais para estar parada em casa e à espera que as coisas caiam do céu. Cresci tanto desde Setembro do ano passado; dou valor ao que não dava em antes e sei que esforço pode sim ser compensado. Consegui por mim mesma; trabalhei para pagar este ano do curso e consegui. Construí a entrada para o meu futuro e agora dei o primeiro passo. E assim a caminhada continua... e eu espero que o fim seja ainda mais feliz do que está a ser esta sensação de dever cumprido.

Beleza

Urban Decay Naked Smoky

domingo, setembro 06, 2015

No que toca à maquilhagem, eu gosto de investir em produtos bons e com a certeza que os vou usar (e abusar). Já lá se vai a época em que eu comprava tudo o que me aparecia à frente só para aumentar a colecção e deixava ali o dinheiro parado.

Há coisa de uns quatro ou cinco anos começou aquele reboliço todo em volta das Naked da Urban Decay. Não vou mentir, eu fui uma das que ficou com tanta vontade de comprar a bendita que parecia que me consumia por dentro. Mas eu não podia, não ganhava o meu dinheiro e também não ia fazer com que as pessoas me oferecessem. Ainda bem que não comprei. O dinheiro da paleta deu para investir em coisas que gosto mais e, para ser honesta, eu já tinha mil paletas neutras e não precisava de mais nenhuma. E isso aconteceu com as Naked Basics 1 e 2, Naked 2 e Naked 3. A minha forma de pensar mudou tanto que facilmente dispensei-as. Eu já tinha aquelas cores e eu não gosto de tons rosados nas sombras. Ia investir uma nota em algo que não usaria? Não.

Contudo, agora que saiu a Naked Smoky a história mudou. Pela primeira vez uma paleta da gama Naked da Urban Decay conseguiu arrancar-me suspiros. Achei-a a companheira perfeita para a minha Chocolate Bar da Too Faced e para a Nude 'Tude da The Balm, que são as queridinhas de sempre. (Perdão ao resto das minhas paletas abandonadas dentro da gaveta, snif...)


Primeiro de tudo, a embalagem é qualquer coisa. A UD reformulou a embalagem das gama Naked e este tipo de plástico é mil vezes mais bonito, seguro, compacto do que lata. Não é de ficar linda que só ela na minha cómoda à espera das manhãs para me maquilhar?


Segundo, as sombras da paleta. É composta por 12 sombras. 4 bem brilhantes, 4 com acabamento acetinado e 4 mate. E os tons são diferentes de todas as outras Naked, fogem dos castanhos e dourados e trazem os cinza, os azulados e os roxos. Portanto, são tons mais frios e era exactamente o que faltava na minha colecção de sombras que uso. 

Tem sido a minha companheira de todos os dias desde que a comprei, na Sephora, e já tenho algumas notas a fazer a respeito da paleta.
As sombras são muito pigmentadas, dispensam bem o primer, são fáceis de esfumar e ficam o dia inteiro na pálpebra. Eu fiz um teste em que me maquilhei às 7h da manhã e quando fui a desmaquilhar, perto da meia-noite, elas tinham acumulado um pouco de nada nas linhas das pálpebras. 16horas maquilhada e praticamente intacta a maquilhagem? Super aprovada.

Mas nem tudo são flores e estas sombras têm um pequeno probleminha. São muito poeirentas. Quando tento carregar a sombra no pincel, sempre parece que forcei o dedo com o tanto de produto que se desprende. E depois, se não se tiver o cuidado, acaba-se com as bochechas cheias de sombra devido ao "fall out". Eu não costumava fazer os olhos antes da pele mas sempre que vou usar a Naked Smoky lá tem que ser. Mas isto é uma coisa de nada comparada à pigmentação e ao acabamento lindo e à durabilidade que as sombras proporcionam. 



Esta é a minha primeira experiência com a Urban Decay e não podia estar mais satisfeita. O preço dela ronda os 51 euros porém comprei-a em desconto por pouco mais de 40 euros; o que vale bem mais a pena. Por último, a paleta também acompanha de um pincel duplo que é bastante útil e faz o trabalho de esfumar perfeitamente e, o lado oposto, de pequenos detalhes ou até para esfumar o eyeliner ou sombras na linha de água, consegue um efeito muito bom. No entanto, eu ainda continuo a preferir o meu kit da Zoeva. 

Qual a vossa paleta de sombras favorita? Ou quais? 

sexta-feira, setembro 04, 2015


Como seria de esperar, Setembro já começou melhor do que o mês anterior. Agora a ver se se mantém deste jeito. Sabem que mais? Amanhã - sim, no sábado às 9h da manhã! Vou ter que acordar tipo 7, que desespero - tenho o meu exame da época especial àquela cadeira que ainda não me deixou ser licenciada em Relações Internacionais. Estou receosa e não me sinto tão confiante como deveria mas... Que venha o que tiver que ser. Tudo acontece por uma razão, não é mesmo? Possa ser que ainda não esteja na hora de eu licenciar e o universo e destino queiram que eu fique mais um ano na Universidade (embora que, vamos combinar, se for para ficar mais um ano por causa de uma só unidade curricular, o o universo e o destino que se lixem. Para não dizer outra coisa). Sei que ainda não me inscrevi na universidade, de novo, mas tenho até ao dia 8 para o fazer... Será que o professor vai já ter corrigido o exame para eu saber o que fazer com a minha vida?! Ai. Setembro ainda tem de reserva as noites da "Noite Branca" que só por si só são a coisa mais stressante de sempre para mim, que trabalho na restauração. Odeio. Quero logo o meio do mês para saber o que me reserva. Mas bem, estou bem. Boa sorte para mim amanhã que vou enfiar aqui a cabeça nos estudos. 

Livros e leitura

A rapariga no comboio

sexta-feira, setembro 04, 2015

Livros que andam pela ribalta nunca são o meu calcanhar de Aquiles. Sempre tenho medo de criar grandes expectativas e depois deprimir com a tamanha desilusão. Contudo, "A rapariga no comboio" chamou-me a atenção. Para ser sincera, comprei-o para oferecer a quem se interessasse mais por este género policial e thriller mas, às tantas, dei por mim a querer ler o livro e assim foi. Mil perdões.

Eu não agarrei o livro, ele quem me agarrou. Foi a minha desculpa para manter a luz acesa durante a noite por mais tempo, no quarto e também a minha pausa entre os estudos para ler mais um capítulo ou dois. 

As personagens principais são 3 mulheres. A Rachel, a Anna e a Megan. O livro é narrado por datas, como se de um diário se tratasse e através dos 3 pontos de vista destas personagens. A Rachel é alcoólica, a Anna é a gaja que nenhuma mulher quer que exista, aquela que chega e torna-se amante do marido e acaba por se casar com ele e constituir família e... a Megan, é a personagem que desaparece na trama - e os seus pontos de vista são narrados antes do seu desaparecimento. E depois têm as personagens secundárias como amigos, psicoterapeuta, maridos e os detectives.

O que atrai? Que todas as personagens são desconfiáveis. O álcool que a Rachel toma deturpa as coisas, a raiva de ser a culpada do fim de um casamento também torna as coisas complicadas e ler os segredos da Megan - antes de desaparecer - deixam o livro todo mais interessante e com vontade de descobrir logo, logo... ora se a Megan fugiu, se foi raptada, se assassinada. O que raio lhe aconteceu?

O clímax desta história contada cronologicamente e cheia de desconfianças, acontece perto do fim e ora os leitores saem surpreendidos ora saem com a mesma sensação que eu: não me faltou a surpresa, é claro, mas tinha sempre algo que não parecia bater certo com aquela personagem então estava praticamente à espera que o meu palpite estivesse certo. E estava. Mas não é o "fim" que faz o livro ser bom e fantástico. É toda a forma como está escrito e fez com que ficasse agarrada e me deixasse a pensar nele durante o dia. E ainda penso! Porque nem sempre tudo é o que parece ser.

Recomendo. Penso que a maior parte já deve ter lido este livro de Paula Hawkins... mas se não o fez, faça. Vale a pena.

Ps: Não coloquei imagem na publicação porque tive preguiça de fotografar.