terça-feira, junho 23, 2015


"Fogo, passas por uma pessoa e não dizes nada!", "Passei por ti hoje e viraste-me a cara"... e outros tantos.
Pessoas, eu não sou antipática. Eu sou míope e, se estiver sem óculos, existe 98% de probabilidade que eu nem sequer vos veja. Os outros 2%? Estou distraída. 
(Preciso usar mais os meus óculos)

Tempo para histórias | Feitiços sem enfeitiçar

sábado, junho 20, 2015

O calor tem feito com que as minhas bochechas corem um pouco e sinta a face quente. Isto deu-me asas para abrir uma nova rubrica por aqui em que vou contar algumas histórias de momentos pelos pais passei e, como face ruborizada indicaria vergonha, vim abrir o coração sobre as maiores vergonhas da minha vida. A maior, na verdade, e só porque é engraçada.

Eu sou uma pessoa meio desastrada, tropeço várias vezes em coisas imaginárias (eu juro que não são imaginárias mas quando tento ver no que tropecei, não existe!) e já tive algumas quedas na rua que seriam dignas daquelas vídeos "funny" do youtube. A última, por acaso, foi outro dia na porta de um supermercado quando derrapei na chuva e deslizei - de rabo no chão - em frente a uma série de pessoas. Porém, cair na rua é quase natural para mim e, tal feito, não me causa mais vergonha nem sensação de "Quero sair daqui!".

Quando penso em sentir-me envergonhada de tal forma que a minha cara ardia e parecia derreter com o calor que se acometia do meu corpo, remeto-me para o 6º ano de escolaridade.
Tinha os meus 11/12 anos e, como qualquer adolescente, as suas paixonetas. Embora eu fosse muito reservada, suspirava de "amores" por um rapaz da minha turma e sonhava, imaginava e arquitectava planos (mas só na minha cabeça) para que um dia ele se apaixonasse por mim e vivêssemos felizes para sempre. A gente até se falava e éramos próximos mas, sei hoje e porque já não sonho com contos de fadas, eu era mais um "brother" junto com os outros amigos dele - até porque, nessa época, eu só fazia amizade com rapazes e era comum jogar basquete com eles e outros desportos; detestava as raparigas.
Alguém se lembra da revista "SuperPOP"? Era a concorrente da "Bravo" que ainda sobrevive. Eu era uma leitora assídua e páginas reservadas ao amor (sério que existia páginas sobre amor para um público de 10, 13 anos?) faziam parte da secção de leitura favorita. Um dia e porque estava na moda passar "Sabrina, a bruxinha adolescente" na RTP2, a SuperPop decidiu dedicar uma página inteira a feitiços. Feitiços para boas notas, para ser organizada, feitiço para o diabo a quatro,... existia também o feitiço para "fazer com que ele goste de ti". Pelos vistos, a minha vontade de cair nos braços daquele rapaz era imensa porque eu lembro, como se fosse hoje, que eu decidi colocar em prática aquele feitiço. Isto contado já é vergonha suficiente e, graças, que não estou a colocar nomes e duvido que pessoas daquela época lêem o meu blogue... mas o que se passou a seguir foi terrível e deve estar no top de momento mais vergonhoso da minha vida.
Supostamente, o "feitiço" era escrever uma carta à pessoa. Eu escrevi - e ainda bem que não me lembro do que dizia porque dessa forma eu já estaria de cabeça enfiada num saco mas... era uma carta de uma rapariga de 12 anos - e, depois, tinha que andar com a carta durante uns 3 dias junto a mim (mas escondida) e... o meu cérebro não consegue recordar o resto do feitiço. Eu deixei-a na minha mochila - ninguém iria lá mexer sem o meu consentimento, certo? Certo!
O erro foi meu. Ao tirar o material da mochila para uma aula, aquele pedaço de papel simplesmente caiu, voou, sei lá! Sei que saiu junto com um caderno e foi cair no chão, na carteira do tal rapaz. Obviamente eu nem me tinha apercebido, só quando o parceiro de carteira dele começou a ler a carta em voz alta é que eu caí em mim e, quase de forma sobrenatural, corri e joguei-me por cima das mesas até apanhar aquele pedaço de papel na mão e o começar a rasgar com toda a vontade do mundo ao mesmo tempo que corava, tremia e quase me dava o fanico enquanto lembro de dizer "É para outra pessoa com o mesmo nome...".
Será que colou? Não sei. Provavelmente não. Mas como reservada que era, não toquei nunca mais no assunto nem se lembraram de me bombardear com perguntas sobre...
Ainda bem.

Por outra não voltei a passar. Nem irei.
(Até porque agora já não faço "feitiços". Ai que vergonha de mim)

sábado, junho 20, 2015


Adoro o calor e tudo relacionado com o Verão mas, confesso que estes dias de 40 graus - aqui pela cidade bracarense tem sido assim - têm me deixado, acima de tudo, sem energia, cansada e com aquela sensação de preguiça sem solução. Sei que estar a trabalhar quando poderia estar na praia não ajuda muito mas... tirem de mim essa sensação de "quero fazer nada, quero fazer tudo mas não tenho vontade".

quinta-feira, junho 18, 2015


Os próximos dias vão me trazer um pedacinho do Rio de Janeiro. A minha querida prima que me hospedou quando viajei para lá em Fevereiro, está em Portugal junto com a sua mãe - a faladeira Dona Rosa - que faz o melhor bolo de baunilha do mundo (e o mais fofo!) com a melhor cobertura de brigadeiro do universo. Que saudades da cidade maravilhosa! E das pessoas igualmente maravilhosas.

quinta-feira, junho 18, 2015


Quando eu era pequena, atirava pedras aos galos e galinhas da minha avó para os assustar (e não acertar mesmo!). Um dia, o galo fartou-se da minha atitude e deu-me uma lição. Correu atrás de mim e penicou-me o rabiosque todo. A partir daí nunca mais atirei pedras e passei a ter um certo "receio" de galos e galinhas.

terça-feira, junho 16, 2015


São os meus planos para estes próximos dias. Sinto que preciso de uma lufada de... ar feliz!

One

terça-feira, junho 16, 2015

Nem me tinha apercebido mas este mês o blogue completou um ano de existência. Quem diria que eu iria conseguir manter um blogue por mais de 6 meses sem que me coçasse o bichinho da insatisfação e decidisse apagar tudo? Pois é. Acho que esta casa de uma tulipa amarela e outras tulipas de várias cores, conseguiu tornar-se no meu cantinho onde venho ora publicando desabafos e devaneios ora publicações mais sérias quando tento fazer uma resenha de alguma coisa ou passar alguma informação. Acho que é esse carácter universal que eu tento passar para cá que me fez ficar agarrada em vez de fazer um blogue com um tema só, onde só falaria desse tema e me afastasse do "eu". Gosto mais assim. Obrigada a quem me acompanha bem desde lá do início onde existia uma tulipa amarela no header - e às vezes sinto saudades dela ali - e existia, também, uma Catarina que ainda não tinha voltado à Universidade para terminar a licenciatura e ainda não sonhava em poder realizar um dos seus sonhos de ir ao Brasil. Obrigada por me suportarem, pelas visitas, pelos comentários, pelas leituras silenciosas; por estarem aí. Parabéns a nós.

terça-feira, junho 16, 2015


Hoje é o aniversário do meu irmão. Parabéns a ele.

Blogger Summer Challenge: Dia 14

domingo, junho 14, 2015

Três músicas que me façam sentir nostálgica?

É díficil mencionar apenas três músicas quando eu tenho a tendência a associar músicas a anos, histórias e momentos da minha vida... mas as primeiras que me vêm à cabeça são...
Esta publicação vai deixar-me emocionada e já prevejo as lágrimas ao longo desta.

01. Reamonn - Star
De 2003, dos meus 13 anos, das tardes a ver o TOP+ na RTP1 e à espera que o videoclipe desta música aparecesse. Das vezes que cantei isto, dos momentos que me lembra, das pessoas dessa época que me vêm à memória... Olhem, quase dá vontade de chorar quando escuto! Duvido que esta música não traga momentos de nostalgia a alguns de vocês que passaram a adolescência com esta música. 

Esta música lembra-me o secundário, lá pelos anos 2006. Em particular, lembra-me de levar um cd com a música e a ouvir nos intervalos no meu discman (! Sim, ainda não tinha mp3!) e partilhar os fones de ouvido com uma pessoa que marcou esses anos da minha vida e que o tempo e circunstâncias, afastou. (Era um momento muito emo com essa música mas... ah, nostalgia)

Quando a minha mãe faleceu, umas pessoas queridas fizeram-me um vídeo de "força" ao som desta música. Nunca esqueço disso e do que essa música passou a significar para mim... Por este motivo, ao ouvir, é normal que a nostalgia me invada e arranque umas lágrimas dos meus olhos. Acho que nunca agradeci o suficiente por esse gesto de carinho e, também, a maior parte dessas pessoas já não fazem parte da minha vida. Só ficou cá a Tatiana. 

Pronto, fiquei triste depois deste post. 
Vou enrolar-me ali num cobertor.

What I've been up to

domingo, junho 14, 2015

A semana dos infernos chegou ao fim e eu, finalmente, pude respirar de alívio por algum tempo. As notas ainda não saíram e possa ser que eu tenha que ir a recursos mas, o que importa, é que por agora passou. Para "celebrar" e porque já estava a precisar de um mimo, fui ao cabeleireiro pintar o meu cabelo, novamente, de vermelho. Acho que é uma cor que combina bastante comigo e nesta fase da vida é aquela que me faz sentir "mais eu". Escolhi o sítio do costume e o que melhor me acolheu, o White Studio e continuo a recomendar muito o espaço. 
Quanto à minha mudança de hábitos alimentares e de saúde, completei já os 3 meses e perdi no total 15,5kg e - só para me orgulhar porque mereço - 12 cm no quadril, 8 na cintura, 17 nas coxas, 7 nos braços, 9 na linha do soutien e 7 no busto. Não é o melhor resultado, não existe uma enorme diferença em mim e continuo gordíssima mas, como já venho a dizer, devagar chega-se ao longe e a pele, cabelo, coração e o meu humor agradecem. Caraças, eu amo-me gorda e visto esta pele e abraço-a como seja... mas não vou mentir, gosto muito mais de mim agora: de uma Catarina que pensa no que vai comer antes de o fazer, que até vai fazendo alguns exercícios em casa e que sabe que uma fatia de pizza e um chocolate sabem melhor quando ingeridos uma vez na semana, hahaha. Incentivei a minha amiga a fazer o mesmo e o melhor, para mim, é que venho a adoptar as roupas que lhe deixam de servir. Só coisas boas, portanto e assim a luta comigo mesma vai continuando. 
Para alegrar as minhas noites já que o luto pela quinta temporada de Game Of Thrones vem aí, começou já a terceira temporada de Orange Is The New Black que é outra série que gosto muito. Felizmente, com umas medidas ilegais, tenho podido ver os episódios pelo Netflix. 
O trabalho no restaurante vai andando e depois de uma mudança nos trabalhadores, estou a gostar muito destes novos colegas; menos stresses e noites menos mal humorada. 
Enfim, o facto é que agora tenho mais tempo livre e quiçá (adoro essa palavra) pare por aqui mais vezes. No entanto, desejo uma óptima semana de exames nacionais, umas boas férias e descanso a vocês... and talk to you later!

segunda-feira, junho 08, 2015


Esta semana é a semana dos horrores, para mim. Ando cá com uma pilha de nervos porque os testes desta semana vão definir o meu futuro quanto ao término da licencitura (ou isso ou fica para Julho com os exames de recurso). E eu sei que é também uma semana de avaliações para a maior parte de vocês. Boa sorte a todos nós! Espero que, no final de semana, a sensação seja de leveza e paz.

Blogger Summer Challenge: Dia 4

quinta-feira, junho 04, 2015

O que é essencial no meu Verão?

Rio, mar, cabelos ondulados, melancia, meloa, óculos de sol, protector solar, kangas, havaianas, sol, risos, fotografias, leituras, séries, filmes, música, saídas à noite, gelados, batidos gelados, laranjas, amigos, colegas, família reunida, birkenstocks, kimonos, biquinis, água, caminhadas pela areia, sorrisos, histórias, descanso.

Blogger Summer Challenge: Dia 3

quarta-feira, junho 03, 2015

Três séries para ver no Verão

Gosto de acompanhar séries que por qualquer motivo me cativam. Seja pelo suspense, pela história ou pelos personagens. O que eu reparo é que séries com um tema ora de fantasia ou História estão no meu top de recomendações. Será que sou assim tão aborrecida?!

Game Of Thrones
A série estreou em 2011, conta com 5 temporadas (esta a terminar e esperam-se mais duas) e eu comecei a ver em 2013, numa daquelas noites em que não tinha nada para fazer. E foi durante o Verão, em Agosto. Ouvia muito alarido em relação a esta série e comentários de "É a melhor série de sempre" e eu, céptica, aventurei-me nuns quantos episódios até me confessar rendida.
O enredo passa-se em Westeros e para lá do Mar Estreito e para lá da Muralha e conta com um punhado de personagens fantásticas e tão bem caracterizadas que é impossível não morrer de amores por alguém e, por outro lado, morrer de ódio por outrém. A história é envolvente, inteligente, astuta e os detalhes de cada diálogo, cada olhar são tão importantes que ver um único episódio consegue ser cansativo para absorver tanta coisa... Mas se vale a pena? Ah, vale muito. É uma série diferente de todas as que andam por aí e é raro encontrar alguém que não veja ou diga não sentir vontade... mas se existir esse alguém, eu desafio a se deixar levar por esta experiência que é a Guerra dos Tronos. Eu também era essa pessoa e agora anseio por cada episódio, cada temporada e comprei os cinco livros lançados. Juro-vos, queria nunca ter visto para poder voltar a ter aquele frio na barriga e coração palpitante episódio atrás de episódio.

The Book Of Negroes
Esta é uma pequena série que conta apenas com seis episódios mas é... fantástica. A história segue Aminata Diallo, que aos seus 11 anos de idade foi raptada pelos ladrões de escravos e foi, com o estatuto de escrava, vendida para a Carolina do Sul. Para quem gosta de História e desta época dos poucos valores de Humanidade que eram praticados, recomendo esta série que mais parece um filme (dos bons!) dividido em seis partes. Devorei uma após a outra e foi das melhores séries que vi em toda a minha vida.

The Tudors
Uma série já concluída que retrata a História da Inglaterra na época desta tão conhecida família. A reforma protestante, o anglicanismo, a Ana Bolena, o Henrique VIII... Ninguém mais tem curiosidade sobre estas coisas do ponto de vista divertido e entretenimento? Acho que sou a favor do "saber não ocupa lugar".

Este post é alusivo ao desafio de Verão criado pelo Jota e pela Olívia.

Capítulo sexto

segunda-feira, junho 01, 2015

Foto pela minha querida Andreia Sampaio, composição e edição por mim
E eis que chegamos a meio do ano de dois mil e quinze. Junho não é só o meio do ano como é, para mim, o mês da reflexão em que posso julgar já se este ano tem sido satisfatório ou se tenho que correr muito mais para chegar no final do ano completamente realizada. Até agora, dois mil e quinze tem sido um dos melhores anos da minha vida. Joguei fora aquilo e quem não me interessava e tenho vivido para mim e respeitado a mim mesma como nunca. Estou numa fase de paz em que cada vez mais sei o que quero e para onde caminho. Enfim... Junho. Mês da recta final na universidade a ver se é desta que termino o curso. Mês do aniversário da minha pessoa. Mês do Verão e dos dias mais trabalhosos no restaurante e onde uma ou outra ida à praia ou ao rio seja muito mais especial. 30 dias para serem muito e bem aproveitados, tanto por mim como por vocês.