terça-feira, março 31, 2015


O fim do mês de Março ficou marcado pela morte de uma pessoa muito próxima e querida, por toda a tristeza que é um velório e um funeral e por uma terrível dor de cabeça.

Descanse em paz, Lurdes.
Que o Céu lhe traga toda a alegria que a Terra lhe roubou.

domingo, março 29, 2015


Hoje foi um belo dia para acordar tarde e chegar mais tarde ainda ao trabalho, ter que limpar vomitado de um dos wc's e ainda aguentar dramas de pessoas. Queria ter um mar aqui perto para poder mergulhar e esquecer tudo por momentos.

Beleza

Beauty | Mac Studio Face and Body

quinta-feira, março 26, 2015

Eu nunca tinha experimentado um produto da famosa marca MAC e também nunca tinha sentido assim tanta vontade - a não ser nos batons maravilhosos - devido ao preço exorbitante para o que quer que fosse. E eu não sou rica, não é mesmo? Contudo, na minha ida ao Brasil e ao passear pelos shoppings dei de caras com lojas da MAC, coisa que nao existe na minha pacata cidade bracarense e, deste modo, no meio de toda aquela diversidade de produtos não consegui me conter e acabei por decidir comprar uma base. 

A base da minha vida é a Vitalumière Aqua da Chanel: cobre o suficiente, é super leve, o acabamento é meio iluminado e dá-me o aspecto que tanto amo de "segunda pele perfeita". O único porém é que a base custa à volta de 40€ por 30ml de produto. 


Quando falei com a funcionária da MAC e ainda lembro o seu nome - Monique - expliquei-lhe que queria uma base que funcionasse desse modo leve, sem dar aspecto de ter um reboco todo na cara e ela apresentou-me a Face and Body da gama Studio. Indicou-me a cor C3 - tom quente - mas como eu estava meio morena decidi levar a N3 por ser neutra e não puxar para aquele "amarelado". 
Quando experimentei, na loja, a base no rosto a minha pele parecia outra e ela era tão líquida, tão leve que eu apaixonei-me logo e decidi levar comigo.

E agora vem elas: custou-me 160 reais (que são tipo 55€) mas vem com 120ml de produto o que corresponde a 4 bases na quantidade padrão de 30ml! Então sim, valeu MUITO a pena e eu não poderia estar mais satisfeita. Ela é uma base maravilhosa, corresponde às minhas expectativas, fotografa lindamente e dura muito!
Eu deixei de usar pó compacto depois dela por não sentir necessidade. O aspecto iluminado que me proporciona é tão bonito que eu não consigo aproximar um pó e matificar. E olhem que a minha pele é oleosa. 

Pode ser que seja só comigo mas eu consegui fazer a base funcionar para mim. Adoro e vou aposentar a da Chanel. Vai ter que ser. 

quinta-feira, março 26, 2015


Vocês gostam de histórias? Houve um dia, numa das minhas publicações do ano passado, em que eu referi que estava a escrever uma história. Tive a ideia de partilhar um capítulo - ou mais - convosco, se gostarem. Acham boa ideia? Não é a melhor história do mundo e pode depender de um pouco clichê dos romances mas... quem sabe.

Diário de viagem - Do Paraná para Santa Catarina

quarta-feira, março 25, 2015

Depois de estar em Curitiba por um dia e uma noite, era hora de partir para Balneário Camboriú em Santa Catarina que é onde a Camila mora com os seus pais. Tinha maiores expectativas sobre Balneário - vou usar a sigla BC - e não me desiludi.

A viagem foi de "ónibus" e levou cerca de cinco horas pois havia trânsito na estrada. Diferente dos portugueses (e porque o clima ajuda) os brasileiros costumam passar o Carnaval - que dura tipo 5 dias - na praia e sendo BC uma cidade à beira-mar, o número de carros pela estrada era maior e aumentou em duas horas o tempo normal da viagem. Entretanto deu para aproveitar algumas das paisagens da zona serrana do Paraná enquanto descíamos para Santa Catarina e enquanto os meus olhos se mantinham abertos porque sempre me dá sono quando ando de autocarro.

Quando chegamos em BC e após me instalar na casa da Camila, qual foi a primeira coisa que eu quis fazer? Ir na praia, é claro. Eu adoro enterrar os pés na areia e estava cheia de vontade de ir caminhar na praia. E fomos; também... desde a casa dela até à praia são uns cinco minutos a pé. Foi óptima a sensação de pisar na areia novamente. Era como se, de repente, eu estivesse finalmente a sentir o Verão embora as temperaturas de 30º no Rio de Janeiro já tivessem sido um preview. Não existe Verão sem praia e são raras as vezes que eu posso desfrutar do mar, em Portugal, devido ao trabalho e à falta de férias no Verão.

E, deste modo, eu tinha mais 10 dias pela frente para conhecer a cidade de Balneário Camboriú, poder mergulhar no mar, fazer passeio de barco, experimentar novas comidas e poder apaixonar-me...

quarta-feira, março 25, 2015


A melhor notícia de hoje teve mesmo que ser a das previsões meteorológicas em que, a partir de sábado, as temperaturas vão se aproximar dos 30º. Amém.

Saúde

Health | Reeducação alimentar

terça-feira, março 24, 2015

Escolhi mudar e seguir um estilo de vida mais saudável. Deu-me um estalo e pus mãos às obras. Quando é para começar, é para começar e eu já conto com mais de 15 dias em que mudei os meus hábitos alimentares e estou, de facto, a reeducar-me. Não gosto de dizer que estou de dieta porque não sinto isso... Digo antes que estou a ensinar-me a comer e esquecer os antigos hábitos.

Eu sou gorda - como vocês sabem - e isso não me incomoda em nada e eu gosto de fazer piadas a respeito de mim mesma, estou bem consciente do meu peso e de cada centímetro do meu corpo; vocês também sabem disso. E os meus exames médicos também demonstram que eu sou saudável. Mas, a longo prazo e devido à obesidade, a minha saúde de hoje em que sou jovem pode estar comprometida à medida que os anos passam.

Descobri como vinha errando ao longo dos anos. Eu nunca fui de comer as chamadas porcarias todas as semanas: as minhas idas a uma pizzaria ou McDonald's estavam reservadas a 2 vezes por ano, por exemplo. Contudo, eu percebi como eu comia muito. A quantidade de comida que eu vinha ingerindo estava a ser demais para o meu gasto calórico diário. Sem falar que eu não dispensava um chocolatito - nem dispenso agora. Era muito arroz, muita massa, pedações de carnes e tudo bem temperado. E a batata frita... a batata frita como acompanhamento de qualquer refeição era quase religiosa. Decidi, então, me controlar. Sem falar nas refeições fora de horas, no petiscar entre elas e esquecer-me de como isso afecta o meu corpo. E é bem visível.

Nesses 17 dias de reeducação alimentar eu reduzi muito à comida e substituí os acompanhamentos de batata e arroz por saladas ou legumes. Um dia ou outro eu lá adiciono 2 colheres de sopa de arroz... mas é isso, 2 colheres e não uma travessa das pequenas que eu estava habituada a comer. 
Quanto ao chocolate - como observei acima - eu decido comer 1 bombom a cada 2 ou 3 dias para saciar a minha vontade de doce e também me permito a uma refeição gorda uma vez a cada 10 dias. E é assim que se muda os hábitos. Em vez de fazer 1 refeição saudável de vez em quando, agora eu faço refeições saudáveis todos os dias e de vez em quando... ponho o pé na jaca.

E ainda não adicionei exercícios, sou sedentária e pronto. O único "exercício" que eu vou fazendo é andar a pé de lá para cá e de cá para lá por ainda não conduzir. Com distâncias grandes eu utilizo o autocarro - como quando vou para a universidade. Talvez isso mude em breve.

Bom, não vou falar de números - nem de centímetros, nem de quilos na balança - mas obviamente eu já vi diferença e isso faz-me continuar. Mas, mesmo que não visse, estou consciente de que estou a alimentar o meu corpo adequadamente e ele vai recompensar-me mais tarde por isso. Sei que sim.

Quem me segue no instagram já deve ter percebido isso pelas fotos que venho postando das minhas refeições. Para quem não segue, deixo aqui alguns exemplos. Vai que eu inspiro alguém? E foco, força e fé para mim, certo? 

1. Carapau grelhado com tomate, cebola e molho verde. 2. Peito de frango grelhado com salada e limão. 3. Pescada grelhada com grelos e 1 ovo cozido. 4. Hambúrguer de perú grelhado com 2 colheres de arroz, tomate e couve bruxelas cozida. 5. Atum ao natural com salada.

A influência dos blogs de beleza no processo de tomada de decisão das consumidoras

segunda-feira, março 23, 2015

Não sendo o Une Tulipe Jaune um blogue relacionado à beleza em si, tem também uma componente do género por eu ser apaixonada no que toca a maquilhagem e produtos de cosmética. Desta forma, senti-me obrigada a vos pedir - com carinho - que respondam a um inquérito que a Raquel Fernandes está a fazer para a sua tese de mestrado em Marketing e Estratégia na Universidade do Minho.

O inquérito é sobre a influência dos blogues de beleza, como o título diz, no processo de tomada de decisão das consumidoras.

Falando por mim, é óbvio que a minha curiosidade em relação a um produto cresce quando o vejo publicado em algum blogue do qual sigo e nutro uma certa confiança pelo que a autora ou autor me informam. Mas, isso não faz com a decisão final de comprar o x produto seja confirmada. Eu gosto muito mais de pesquisar em fóruns e opiniões de pessoas que não têm os produtos patrocinados, por exemplo.

Enfim, todas estas vertentes de análise estão no questionário da Raquel que podem (e devem!) preencher aqui.

Muito obrigada.

Game Of Thrones ou As Crónicas do Gelo e Fogo

domingo, março 22, 2015

Sou daquele tipo de pessoas que me afasta de tudo que vira "moda" e, no fim, acaba por dar uma chance e, talvez, goste ou não. Game Of Thrones começou em 2011 mas eu só decidi começar a ver a série em Agosto de 2013 quando existiam 3 temporadas por ver e a próxima iria ser lançada em Abril de 2014. Foram precisos 3 episódios para me viciar e concordar com tudo o que falavam de "melhor série de sempre". Cada episódio é semelhante a uma produção cinematográfica, a série foge do clichê a que estava habituada, cria um mundo à parte, é de fantasia e a história e de suas personagens é viciante.

Entretanto já terminou a quarta temporada e a quinta, próxima, chega dia 13 de Abril. Como eu faço aniversário no dia 14, considero a volta da série como um presente! 

A série é baseada na obra de George R. R. Martin e... eu aposto que toda a gente sabe disto então não me vou alongar. O facto é que, além da série, eu queria também ler os livros que basearam a fantástica produção da HBO. Serão no total 7 livros, embora apenas 5 tenham sido ainda lançados. Comprei-os. Decidi estourar o meu cartão multibanco da melhor forma: comprando os 5 livros. Obviamente, isso foi possível em solo brasileiro onde os livros são mais baratos do que em Portugal - graças a Deus, alguma coisa mais barata, hein?! Num país onde cada livro custa em média 20€, é impensável dar 100€ numa colecção - pelo menos assim derrepente. Com sorte, comprei na Saraiva (uma livraria do Brasil) os 5 volumes por aproximadamente 57€. Se ainda é caro, é... Mas coração de fã é assim. Acreditem que possuir os cinco livros contribuiu muito para a minha felicidade. Até me diziam que eu parecia uma criança agarrada a eles como se fossem a coisa mais preciosa de sempre!

A leitura está a ser óptima e tem sido das minhas melhores companhias. Simplesmente adoro. E quanto à tradução... O Jorge Candeias é o tradutor responsável pelas versões portuguesas de Portugal e ele também traduziu os livros para o português do Brasil. Não sinto dificuldade alguma e acho até mais piada assim. Os nomes foram mantidos como os originais, expecto o de alguns lobos como Ghost que ficou Fantasma, Summer que ficou Verão. Mas o que importa para a compreensão da obra e falando de nomes próprios das personagens, mantém-se tudo igual.

Diário de viagem - Curitiba, parte 1

domingo, março 22, 2015

No dia 11 de Fevereiro, bem de manhã cedo, as minhas primas deixaram-me no Aeroporto do Galeão para apanhar o meu voo das 8:48 para Curitiba, Paraná. O meu destino final seria Balneário Camboriú em Santa Catarina mas iria ficar um dia e meio em Curitiba para poder conhecer um pouco da cidade.
Se antes eu tivera receio de andar de avião, descobri que os voos domésticos são uma maravilha. Do Rio de Janeiro a Curitiba foram uns 50 minutos de voo e nunca vi passar tão rápido. Achei maravilhoso a ideia de poder me movimentar quilómetros e quilómetros em menos de uma hora. A sensação de tomar o pequeno-almoço num lugar e almoçar em outro distante é poderosa.

Quando desembarquei no aeroporto Afonso Pena em São José dos Pinhais, a Camila já estava à minha espera. Foi bom reencontrá-la e, juntas, apanhamos um "ónibus" que nos levasse ao centro de Curitiba onde estava o hotel que tínhamos reservado para passar uma noite. Ficamos numa cadeia de hóteis chamada Metropolitan Hotel, o nosso era o Bristol e ficava bem situado no centro da cidade, perto dos transportes urbanos que nos podiam levar aos pontos turísticos da cidade. O andar em que estávamos era o 19º e a vista era bonita, provocando-me grandes expectativas para o dia turístico que se avizinhava mas... preciso mesmo de aprender a não criar expectativas para que não me desiluda.

 Assim que fomos à procura, a pé pelo centro e com a ajuda do Google Maps, de um lugar para almoçar, percebi que a cidade de Curitiba é extremamente abafada, envelhecida com os seus edifícios a precisar de reformas, o trânsito também é um caos, existem sinais vermelhos para tudo e mais alguma coisa de 30 em 30 metros (é exagero mas é tipo assim!). Paramos num shopping e, pela primeira vez, decidi experimentar a "comida a quilo" e veio daí outra decepção quando tive que pagar 40 reais por um prato de comida - mas serviu de lição para as próximas vezes! Encheria o prato de salada que é leve, humpf!.
A Camila tinha traçado um plano turístico para o dia no meu caderninho de viagem mas nem o cumprimos totalmente. Até conseguirmos entender os transportes em Curitiba levou um tempo e, no final, acabamos por apenas visitar o Jardim Botânico de Curitiba que era - de todo - o único lugar da cidade que eu queria muito ir.
Depois de estar no do Rio de Janeiro, o Jardim Botânico de Curitiba ficou muito aquém... mas deu para passear e descansar debaixo de sombras de árvores para fugir um pouco do abafado do centro da cidade.


 To be continued...


Feliz dia, pai

quinta-feira, março 19, 2015


Nunca passei um "dia do pai" sem o meu pai. Nem sei como seria se passasse.
Feliz dia do Pai, pai.

Diário de viagem - Jardim Botânico

quarta-feira, março 18, 2015

Quando oiço falar que "os portugueses roubaram o ouro do Brasil, deixaram-no pobre", percebo que não há nada de mais falso nessa afirmação. Até porque primeiro não se rouba o que é seu (haha, sorry!) e depois não tem como deixar pobre quando se estrutura um país e também lhe deixa riquezas naturais como o caso do Jardim Botânico.

No mesmo dia em que fui visitar o Cristo Redentor, passei pelo Jardim Botânico e foi dos lugares que mais gostei de ir. Se calhar, senti-me em casa já que aquele espaço torna-se bem lusitano por ter sido fundado pelo rei D. João VI.


O Jardim Botânico é um espaço enorme onde se encontram milhares de espécies de árvores, plantas e animais silvestres. Vi de perto o bambu, as vitórias régias, fontes diversas, parques, macaquinhos simpáticos e era uma paz de alma fora do "agito" da cidade do Rio de Janeiro.

Aqui é, também, comum ver grupos de turistas, fotógrafos a fazer "books" com as suas modelos, pessoas a caminhar ou a se exercitar.







A entrada no Jardim Botânico é paga, custa aproximadamente 7 reais (não chega a 3 euros!) e a área é super segura - cheia de policiais - e os guias são muito simpáticos e prestáveis. Este é um dos lugares que eu voltaria sem pensar duas vezes. É óptimo para fugir do sol abrasador, aproveitar a paz da Natureza e fazer um passeio de domingo. Com certeza deve dar até para fazer um piquenique!

segunda-feira, março 16, 2015


A minha ausência do blogue por estes dias, deveu-se a um certo desânimo com o mesmo e, como eu detesto fazer coisas forçadas, preferi ficar quietinha no meu canto e sem dar as caras por aqui. Porque é infinitamente melhor escrever quando me é natural e sem precisar de posts agendados. Desse modo, o "Diário de viagem" está em modo "pause" mas logo volta, pois ainda tenho posts planeados sobre o mesmo. Isto é, se vos interessar que eu continue - é claro.
Outra coisa da minha vidinha chata, ao voltar do Brasil o segundo semestre da universidade já tinha começado há 3 semanas, então a semana passada estive a tentar pegar o ritmo de volta e a conciliar com o meu trabalho no restaurante. Até agora, tudo certo. O que eu desejo para mim? Que obtenha o sucesso do semestre passado, passe a tudo e conclua - finalmente! - a minha licenciatura em Relações Internacionais.

De assuntos novos da minha vida, tenho a dizer que hoje completo uma semana de reeducação alimentar que eu decidi - por mim e para mim - começar a fazer. Não gosto de dizer que estou de dieta - porque não pretendo que seja uma coisa momentânea - mas sim mudar os meus hábitos alimentar e cumprir uma das metas do meu 2015 que seria "alimentar-me melhor". Essa semana passou a correr e até agora, tudo bem, consegui esquecer as "porcarias" e focar-me em comer na maioria vegetais e frutas (os legumes estão a tentar introduzir pouco a pouco porque... nhe!) e deixar de lado coisas como batatas e arroz em grandes quantidades. Mas, quem sabe, eu faça um post relativo a isto mais para a frente.

Enfim... I got this!

quinta-feira, março 12, 2015


Enquanto trabalhei, nunca se lembraram de me gabar do meu trabalho e eram muitas as más línguas por detrás. Passei um mês fora, voltei e já perdi a conta das vezes que me disseram "A menina fez falta" ou "Agora que voltou as coisas já estão melhores" ou até "Quase dei em louca durante esse tempo em que não estiveste cá". Bom saber que fiz falta, mas ficava melhor de férias.

Diário de viagem - Cristo Redentor

quarta-feira, março 11, 2015

Uma das sete maravilhas do mundo é o Cristo Redentor; imagem de "marca" da cidade do Rio de Janeiro. Creio eu que, em nenhum lugar do mundo, se mostre uma foto desta estátua e não saibam dizer aonde pertence. Pela segunda vez na minha existência - mas desta vez trago memórias - visitei o Cristo Redentor.

Aconteceu durante uma manhã em que não havia nuvens no céu (e é este o ponto fulcral para poder se visitar o monumento) e foi, de todo, uma decepção. Okay, não a maior decepção da minha vida mas ao que me acostumei a ver sobre o Cristo quer em imagens aéreas de novelas quer em fotografias belíssimas, esperava ver algo deslumbrante, magnífico, algo que me tirasse o ar.
Mas não foi bem isso que aconteceu...
Achei a estátua pequena, o local pequeno, com um amontoado de gente como sardinha em lata, pessoas a atropelarem-se umas às outras para tirar uma fotografia que fosse (e enquanto as nuvens não chegavam, é claro!) e era um local onde - por ser de carácter religioso, já que estamos a falar do Cristo, eu esperava que houvesse todo um clima de respeito - tinha barulho e desorganização. Sem falar no calor lá no alto.

Minha prima Marina e eu
 Mas valeu pela vista da cidade do Rio de Janeiro. Das praias lindas, da Lagoa, da zona sul em geral, do centro, da zona Norte, do Pão de Açúcar, Urca, enseadas... de toda aquela rica natureza que a cidade nos proporciona.


A entrada no Cristo Redentor faz-se por vans ou bondinhos. Os ingressos custam 33 reais (aproximadamente 10€ dependendo do câmbio) na época alta ou 23 reais na época baixa. 
Concluindo, valeu a pena. Agora eu sei que na próxima, não preciso de ir lá visitar novamente.

Diário de viagem - Lagoa Rodrigo de Freitas

terça-feira, março 10, 2015


No dia a seguir à viagem, bem de manhã cedo, combinei de ir com as minhas primas visitar a Lagoa Rodrigo de Freitas que é o local - segundo o meu pai fala - onde eu queria cometer suicídio quando pequena porque, desde o Cristo Redentor, a Lagoa parece uma piscina enorme e eu, na minha inocência, queria porque queria mergulhar lá e desde lá, a 800 metros de altura.

Ora bem, a Lagoa é uma lagoa (jura?!) situada na zona sul da cidade do Rio de Janeiro. É conhecida também como o coração do Rio, dado o seu formato lembrar um coração. Pelo que vi, as pessoas gostam de correr em volta da lagoa, aproveitam para darem alguns passeios de barco, tem imensos patos e existe todo um comércio nas margens da Lagoa. 



Ir na Lagoa Rodrigo de Freitas, marcou uma das novas experiências pelas quais passei: experimentei água de côco. E adorei. Lembro da minha prima me perguntar se eu queria experimentar. Com receio de não gostar, pedi para experimentar da dela e logo depois pedi a minha. A água de côco é altamente hidratante, docinha e, se bem gelada, mata logo a sede. Para a manhã de calor que fazia, foi a minha salvação.


Para quem não identificou, o morro em frente é o Corcovado. Infelizmente, as nuvens taparam a estátua do Cristo Redentor

Infelizmente, esta lagoa é bastante poluída e a sua água não é permitida para banhos. Serve assim, como uma decoração natural da cidade do Rio de Janeiro. A natureza tem destas coisas, não é mesmo?

Crédito das fotos com excepção da primeira e da segunda: 
Marina Vianna

Diário de viagem - A viagem

segunda-feira, março 09, 2015

6 de Fevereiro de 2015

Na madrugada acabava de arrumar as minhas coisas e tentava, a todo o custo, não adormecer com a vontade de deixar o sono para a viagem longa de avião. Quando a Esdras - uma amiga da família - chegou para me levar ao aeroporto do Porto, carreguei a minha mala comigo e fui de nervoso miudinho e com grandes expectativas para o aeroporto. Era como se fosse a primeira vez. Eu já andei de avião e fiz exactamente a mesma viagem mas quando era bem pequena e não me lembrava, então... sentia-me estranha e bem assustada. 
Como já tinha feito o check-in online, não precisei ficar numa fila enorme de pessoas, despachei a mala - que tinha exactos 25kg - e fui tomar um pequeno-almoço que me custou a ser engolido. Confesso, eu tinha medo de andar de avião e por mais que me dissessem "É o transporte mais seguro de todos" eu sentia medo. Mas precisava ir contra isso. 
O portão de embarque era o 13. Por superstição, quase ri de mim mesma, tinha logo que ser a porta com o número de azar? Mas entretanto comecei a pensar no calor, nas praias, nos abraços da família que me esperava e que ainda ia conhecer sem ser por uma foto no facebook e entrei calma no avião, procurando o meu lugar, 22H. Escolhi o lugar do corredor para não ter que incomodar ninguém para sair para o WC; que eu sabia que iria dar uso dado o nervoso. 
Do lado da janela, então, estava um homem sentado e com cara de poucos amigos mas com um ar de "já fiz isto milhões de vezes" pela forma como agia: colocava o cinto, verificava se estava tudo certo, abria o saco onde tem uma almofada e uma manta... E eu limitei-me a observar e a repetir os passos dele. Bem tosca. Até que peguei no comando interactivo para ligar o monitor na minha frente e este, sendo puxado por um fio - daqueles que recolhem automaticamente depois de um certo puxão -  ajustei-o à minha distância. Verifiquei que o monitor ainda estava bloqueado e então tentei colocar o fio de volta e o comando encaixado no lugar. Comecei a empurrar o fio para dentro... mas nada, daí puxei mais pra mim e mais e mais... e quando dei por mim, tinha o comando na mão e um fio enorme e sem conseguir fazer aquilo voltar ao lugar. Já estava a fazer asneiras, pareço uma criança. O homem, sem mostrar muita paciência, simplesmente disse:
- Tens que puxar com força que ele volta. Assim.
E pegou no comando, deu um puxão qualquer e ele retrocedeu todo como se fosse aquelas fitas métricas que ao carregar num botão voltam a enrolar para dentro.
- Obrigada. Primeira vez a andar de avião.
E ele continuou inexpressivo e reinou o silêncio. Quando fosse a hora, eu ia puxar o comando e tentar encaixá-lo.
Voltei a pensar em coisas felizes para me acalmar, enquanto os comandantes se apresentavam e forneciam informações sobre o voo - Voo 61 da TAP membro da Star Alliance, com destino ao Rio de Janeiro, com duração prevista de 10h40min - e passavam um vídeo de segurança. A decolagem foi autorizada. Encostei-me bem na cadeira e olhava pela janela com expectativas quando o avião começou a andar. E depois a acelerar na pista... e então a subir. Pela janela, a cidade do Porto ia ficando menor e num plano inclinado. A minha barriga deu uma volta, o meu coração acelerou e os meus ouvidos pareciam cheios de água. Se não morresse numa queda, ia morrer ali, hahaha. Senti-me mal até que o avião estabilizou... assim como os meus batimentos cardíacos. Tinha as mãos frias e suadas e o meu primeiro pensamento foi "Se eu quiser sair agora deste avião, não tem como". Chega, ia correr tudo bem.
Consegui utilizar o comando com sucesso (coros de aleluia!) e espiei a programação de entretenimento para a viagem. Até ali, tudo bem! Tinha até Game Of Thrones para assistir.
Comecei a ficar mentalmente cansada. Não tinha dormido mas também não conseguia pregar olho. O som das turbinas do avião invadiam-me os ouvidos e risos de crianças e as conversas de adultos também não ajudavam.
- O que é pior? Decolar ou aterrar? - Perguntei ao estranho ao meu lado do qual não soube nunca o nome.
- Eu acho que aterrar é pior! Mas para certas pessoas é um alívio, depois de uma viagem longa assim.
E não sabia mais o que conversar com o estranho mas achava que, para fazer o tempo passar, tinha que tentar manter uma conversa. Acabei por ligar o monitor e ir jogar um jogo de damas e outro de xadrez e mantive o homem como meu parceiro para me ajudar nas jogadas. Acabamos por conversar sobre os nossos destinos de viagem, o que íamos visitar, de onde éramos mas... para quase 11h de viagem não iria haver assunto com quem nunca vimos na vida. Por fim - e felizmente para ele - o sono tomou-o e adormeceu. Eu fiquei cansada, sem dormir, vi um filme, vi Game Of Thrones e ainda faltavam 4h de viagem. É uma experiência horrível tanto tempo dentro de um avião, sem dormir e a sentir o corpo inchar.
Quando finalmente o avião aterrou - e a sensação de aterrar foi ora de alívio ora de entusiasmo - tinha a visão pela janela do aeroporto António Carlos Jobim mais conhecido como Galeão.
"Senhores passageiros, acabamos de aterrar no aeroporto António Carlos Jobim, no Rio de Janeiro. A temperatura é de 33º graus Celcius. As malas estarão na esteira 3." O terror. Eu sei lá onde seria a esteira 3? Com a experiência descobri que os aeroportos estão muito bem sinalizados e encontrar a esteira foi a coisa mais fácil de sempre... isto, depois de passar pela Polícia Federal, é claro. E, também, depois do choque térmico ao sair do avião. Em Braga tinham estado 2 graus, o avião manteve-se fresco e enfiei a cara e o corpo em 33 graus, no espaço de 1 segundo.
Assim que passei pelo portão de desembarque internacional, fui invadida por um monte de taxistas que perguntavam se eu queria um táxi. Não, não queria. Estava era à procura das minhas primas que iriam me buscar mas era tanta gente que eu não identificava ninguém. Mandei mensagem a avisar que já tinha saído e, afinal, tinha passado por elas e nem elas me tinham visto.
Fui bem recebida como já sabia que seria. Eram 18h no Rio de Janeiro. Eu finalmente estava lá.

Dia Internacional da Mulher - 8 de Março

domingo, março 08, 2015

 
E vale lembrar também que nem toda a mulher que se veste como quer, tem que ter isso como razão para sofrer uma violação na rua. Vale lembrar que toda a mulher merece e tem direito a se educar, ter uma carreira profissional. Vale lembrar que toda a mulher pode e deve ser independente e não nascer para ser escrava de um marido e uma parideira. Vale lembrar que a mulher merece ter prazer e, por isso, não deve passar por mutilações à nascença. Vale lembrar que toda a mulher é linda e por pressão da sociedade não deve se submeter a nada. 
Vale lembrar que somos guerreiras e continuamos na luta.


domingo, março 08, 2015


Se "home is where your heart is" é verdade, eu não sei onde é o meu lar. Brasil roubou metade do meu coração. Estou de volta a Portugal, à minha pacata cidade e com saudades do calor - tanto clima, como humano - do Brasil. As minhas publicações vão voltar com mais frequência e cheias de coisas para contar a respeito da minha (primeira) aventura pelo país brasileiro. Muito obrigada por terem continuado aqui comigo! Já estava com saudades.