quarta-feira, julho 30, 2014

O mês de Julho está a terminar e com o fim deste resolvi compilar os produtos de beleza, maioritariamente de maquilhagem, que tenho vindo a usar incessantemente. Alguns deles dispensam apresentações como o caso da base da Chanel e o PoreFessional. O shampoo seco da Batiste é o meu salvador, já não sei viver sem este produto. O lápis de olhos da Zoeva é o lápis mais macio com que eu já tive contacto durante a minha vida assim como o mais preto; é muito bom para delinear os olhos na linha junto às pestanas porém na linha de água costuma borratar um pouco. O pó da Me Me Me é igualmente fantástico e segura muito bem a oleosidade assim como ajuda a manter a base no seu devido lugar. Quanto ao Lip Cream Stain da Sephora, continuam a ser os meus batons favoritos e, a The Colossal, foi uma redescoberta para este mês. 

Sobre mim | A minha tatuagem

terça-feira, julho 29, 2014

A arte de tatuar o corpo, tornando-o mais "eu" é algo que desde há uns anos começou a fascinar-me. Adoro ver tatuagens no corpo das pessoas - quando bem feitas e bonitas, atenção! - e queria que o meu fosse um mapa de tudo aquilo que eu sou, gosto, de memórias. Juro que se eu tivesse dinheiro para fazer todas as tatuagens que eu tenho em mente, eu faria. Tudo bem, talvez não, pois sempre bate aquela dúvida de "Será que vou arrepender-me?" e fazer uma marca permanente no corpo é algo que deve ser pensado. Então, não... não vão "dar a louca" e ir fazer tatuagens de forma louca. 

Perto de fazer 24 anos, marquei a minha primeira tatuagem para a data do aniversário: 14 de Abril. Já tinha a ideia do que fazer para a primeira. É uma frase, uma frase de uma das minhas músicas favoritas e uma frase que me diz muito e é quase que um lema para mim. "Pull something good from the ashes" que traduzido seria "Tira algo bom das cinzas" o que, metaforicamente, quer dizer que mesmo nos momentos "down" e quando tudo parece arruinado, procurar o que de bom podemos tirar da situação e, acreditem, tem sempre algo de bom em qualquer ocasião, nem que seja uma lição a retirar ou uma porta para uma mudança de vida.

O lugar eu escolhi no ombro esquerdo, perto da zona da clavícula e a fonte da letra detém outro significado importantíssimo para mim pois foi escrita por uma pessoa muito especial. Ou seja, além de ser uma marca de uma frase que me diz muito, ainda é um pedacinho de uma pessoa.

Não doeu. Os arranhões do meu gato doem muito mais! Contudo, é admissível dado que foi apenas uma frase e foi uma coisa rápida de no máximo uns 20 minutos. O tratamento foi simples e a cicatrização durou coisa de uma semana. Ainda não a retoquei mas sinto que ela necessita de retoque em algumas partes que já estão a desaparecer ou desapareceram mesmo e também mudar os "oo" da palavra "good" pois não ficaram como eu queria mesmo... Preciso marcar com o tatuador. 

Do mais, tenho a dizer que adorei a minha primogénita e espero em breve fazer-lhe irmãzinhas. Ideias não me faltam...
Já agora, a música da qual tirei a frase é a "An End Has a Start" dos "Editors". Se não conhecerem e tiverem curiosidade, ouçam! A letra é fenomenal.

beauty

Maquilhagem | À la Mode eyes, Too Faced

segunda-feira, julho 28, 2014

Como se eu precisasse de mais paletas de sombras de olhos, fui outro dia à Sephora espreitar os saldos que não me agradaram em quase nada. Já tinha um conjunto de correctores da Benefit no cesto de compras quando olhei muito timidamente para um stand onde tinha algumas paletas da Too Faced. Não tinha nenhuma da marca e o meu desejo era comprar a Chocolate Bar já que ela, sendo completamente neutra, se adaptaria ao meu gosto porém nunca a encontrei à venda pela cidade bracarense. Shame! Assim, aproximei-me do stand para ver mais de perto o que lá tinha de paletas da Too Faced e os meus olhos vidraram nesta "à la mode". Talvez fosse aquele rosa forte dela... não sei, só sei que por impulso comprei a paleta e depois fiquei com um pouco de peso na consciência por acreditar que eu não iria usar. Ainda por cima todas as sombras têm acabamento shimmer e eu gosto muito delas mate.

Felizmente estava errada! Não é que me apaixonei e tenho usado a paleta quase todos os dias? E nem adiciono sombras mate, saio que nem uma discoball mas não me importa! Exagerei.

Closet | Os meus kimonos

domingo, julho 27, 2014

Ou deveria escrever "quimonos"? Bom, não importa. Os kimonos são a minha peça chave para o Verão. Frescos, estilosos e ainda disfarçam os meus braços gordinhos. Deixam qualquer jeans e t-shirt básica com outra cara e podem ser combinados de mil e uma maneiras. Enfim, sou apaixonada e já tenho alguns no meu armário. Adoro todos, uso todos consoante o meu humor. Confesso que, por mim, enchia o armário deles...
Vou ficar muito triste quando o Inverno chegar, ah vou.

Comprei o tecido e mandei fazer numa costureira, aproximadamente 15€
Comprei o tecido e mandei fazer numa costureira, aproximadamente 15€
Comprei o tecido e mandei fazer numa costureira, aproximadamente 15€
C&A, 10€ nos saldos
Primark, 9€
Primark, 15€
Primark, 15€
Qual a vossa relação com esta peça de roupa?

Que bruxaria é essa? Teste da agulha

sexta-feira, julho 18, 2014

Quando vi este post no blog Barulho das Letras, bateu-me uma curiosidade imensa em fazer o tal teste da agulha. Ao contrário da família da Anita, este tipo de brincadeira nunca foi feito na minha família, então tive que pesquisar um pouco pelo google e youtube para saber ao certo como se faz. É simples e os resultados são, no mínimo, interessantes.

Fiz em mim e o resultado foram 2 meninas. Fiquei intrigada e como não tenho filhos - ainda é muito cedo para isso - fui fazer numa colega de trabalho que tem um casal. Um rapaz e uma rapariga. Quando lhe comecei a fazer o teste, o primeiro resultado foi o de uma menina. A minha "credibilidade" com esta brincadeira estava a ir por água abaixo quando ela me disse que a primeira menina faleceu aos seis meses de gestação depois dela se magoar num acidente de trabalho. Os próximos resultados foram de um menino e de uma menina. Ou seja, acertou. Direitinho.

Não fiz a mais ninguém então não posso dar mais respostas quanto a isto. E, como se deve saber, não é 100% fiável porque vamos ser honestos... é uma agulha pendurada numa linha a "adivinhar" quantos filhos e o sexo dos mesmos. Mas... sei lá.

Vocês acreditam neste tipo de coisas? Quanto ao meu resultado de duas meninas, fiquei bastante feliz. Sempre desejei ter, pelo menos, uma menina. Afinal, com quem vou partilhar a minha tão sonhada penteadeira cheia de maquilhagens?


A tua companhia

sexta-feira, julho 18, 2014

Quando nasceste, nasceste sozinho e eu tenho a certeza que quando morreres... partes sozinho também. O que eu quero dizer é que nós somos sozinhos. Não há bens, não há dinheiro, não há sequer pessoas que consigam mudar esse facto: o ser humano é sozinho. Por isso mesmo temos apenas uma cabeça e um só coração. Deu para entender? Somos sós. Tu és só, sozinho. Sentes por ti, pensas por ti e é assim que deves viver. É com essa certeza de que tu és a tua melhor companhia que deves continuar os teus dias, fazer os teus planos. É claro que podes escolher a companhia de outras pessoas para tornar leve, fácil... mas nunca, nunca te deixares levar pela ilusão que aquela pessoa, aquela outra companhia além da tua, são a tua felicidade.

Usei | Batiste Dry Shampoo Dark & Deep Brown

quinta-feira, julho 17, 2014

Se houvesse uma premiação para cabelos oleosos, o meu deveria ser o campeão. Eu lavo de manhã e de noite já se nota a oleosidade junto das têmporas, orelhas... É algo que me irrita muito e, acreditem ou não, eu costumo lavar o cabelo com um shampoo próprio para cabelos oleosos, quando coloco condicionador é só do meio para as pontas e, quando muito raramente faço hidratação com uma máscara, é só nas pontinhas. Porém, com todo esse cuidado o meu cabelo em menos de 24h tem óleo suficiente para fritar uns ovos. 

Ora, no Verão é o de menos lavar o cabelo todos os dias... mas no Inverno se o faço, é uma constipação na certa. Sendo assim, tive que arrumar uma maneira de deixar os meus cabelos apresentáveis no "dia não" de lavagem. Depois de ver várias resenhas sobre os shampoos secos da Batiste, resolvi apostar na marca. Na altura, encomendei duas embalagens de uma das versões do shampoo - Dark & Deep Brown e mais recentemente comprei o "Cherry" do qual estou a gostar muito. Já adiantando, quando terminar as embalagens do "Cherry", vou voltar ao "Dark & Deep Brown".

Esta versão do shampoo seco é especializada para cabelos escuros - hello, cabelos negros meus - por isso, em vez do spray branco, o spray tem uma coloração acastanhada. Isto ajuda imenso a quem tem cabelo escuro para não ficar com aquele aspecto branco nele. Em relação à sua eficácia se BEM aplicado, isto faz maravilhas. É realmente importante manter a distância e, acima de tudo, não ter medo de gastar o produto. Uma borrifada tímida não vai tirar a oleosidade dos cabelos... mas aquelas borrifadas generosas que espalham o cheirinho à nossa volta, dão muito certo. Costumo colocar nas zonas críticas das raízes do cabelo e durante o resto do "dia não" de lavagem o meu cabelo mantém-se impecável. É bem melhor que o velho talco nas horas do desespero... 

Assim, resumindo, os pontos fortes deste produto em especial são: não deixa resíduos brancos nos cabelos escuros, absorve muito bem a oleosidade do cabelo e mantém-no com o aspecto limpo por horas e horas, o cheirinho de chocolate é muito agradável!
Quanto aos pontos negativos: o que faz dele o meu preferido entre os shampoos secos da Batiste, a sua coloração castanha, também acarreta o ponto negativo. Por ter cor, ele suja os dedos e pode manchar a testa. Sem falar que ao lavar o cabelo, parece que estamos a lavar o cabelo depois de pintado no primeiro dia. Outra coisa que eu acho má é a sua quantidade de 200ml. Para ser perfeito tinha que ter bem mais.

Cada embalagem custa-me 4,25€ no site da Maquillalia e eu recomendo muito!

Inspirar | Carol Rossetti

segunda-feira, julho 14, 2014

Carol Rossetti tem 26 anos e é uma designer e ilustradora brasileira, de Belo Horizonte. O trabalho dela chegou-me pela sua página oficial do Facebook onde partilha o seu trabalho com os seus milhares de fãs e angaria novos a cada dia pelos quatro cantos do mundo. A diferença dela entre tantos outros ilustradores (onde não estou a desmerecer o trabalho destes), são as suas ilustrações em que a mensagem "anti-preconceito" principalmente com o sexo feminino está presente de uma forma tanto divertida como com aquele toque quase ácido de "tapa na cara da sociedade". Segundo ela em algumas entrevistas, ela se sentiu cansada de perceber o quanto a sociedade quer controlar a mulher, os seus corpos, a sua identidade. Estas ilustrações tiveram uma expansão tão grande e afectou tantas mulheres no mundo que está a ser traduzida em pelo menos cinco línguas já e abordam temas como o "padrão de beleza", o racismo, a religião e a comunidade LGBT.


Eu quero | Velvetines da Lime Crime

sábado, julho 12, 2014

Há uns posts atrás eu mencionei que estava enlouquecida com uns batons líquidos da Sephora, os Lip Cream Stain, em forma de gloss mas que depois secam mate e duram horas. E que, com essas maravilhas, acabaram os copos sujos, a comida com batom e até o dente manchado. Na verdade, esse tipo de batons é tudo o que eu desejo no momento pois por muito charme que tenham as embalagens de batom normais, não tiram a praticidade da aplicação como se fosse um gloss e nem duram tanto como se fossem realmente uma tinta que ali fica. 

Mas o meu desejo mais ínfimo é ter alguns dos famosos Velvetines da Lime Crime. Futilidade ou não, desnecessário ou não... Eu gostaria muito. Só se ouve falar bem destes lindos e eu acredito que a fórmula consiga ser superior aos da Sephora. Não sei, só acredito e, se um dia os tiver, possa ser que me decepcione. Mas, por enquanto, ficam no desejo e na vontade de os experimentar e na ansiedade de constatar que realmente são os melhores batons à face do planeta.

Estão disponíveis em seis tons e desses seis tons quatro me interessam muito do tipo "Quero para ontem!". Red Velvet, Salem, Wicked e Pink Velvet. Porém, como cada um custa em volta de quinze euros, não sei se conseguiria dar essa facada na minha carteira por causa de quatro batons. Mas, quem sabe, um... um dia.


Post scriptum: Além dos Lip Cream Stain da Sephora, outros dupes dos Velvetines com um preço (bem!) mais acessível são os Lip Lacquer da MUA. 

Beleza

Queridos pés | Velvet smooth, Dr. Scholl

terça-feira, julho 08, 2014

Queridos pés, eu sei como deve ser difícil para vocês suportarem-me o dia inteiro, de cá para lá, de lá para cá e ainda por cima enfiados sufocados numas meias e dentro de botas, sabrinas, sapatilhas. Agora chegou o tempo quente, fui tentar vos libertar e eis que... não vos posso culpar. A culpa é toda minha em não ter dado atenção a vocês durante os meses de frio e agora que quero andar a exibir-vos por aí, sinto quase vergonha. Pele seca, encrostada, morta, calos. Desculpem.

Outro dia ao usar umas sandálias percebi como os meus pés estavam secos, com a planta endurecida e os calcanhares a querer ficar secos. Sem falar que calos é uma coisa que já fazem parte de mim desde que quase me conheço por pessoa. Pintar as unhas e fingir que está tudo bem não é só inútil como acaba por ser ridículo. Tinha que arranjar uma solução e, devo dizer, que o anúncio desta máquina maravilhosa que passa pelas televisões, interessou-me. Mas, primeiro, quis opinião de um farmacêutico e ver a bendita de perto. Já imaginava que o preço desta lima electrónica seria um pouco puxado e quando me deparei com o preço de 39,95€, pensei em desistir de a trazer comigo por mais magnífica e prática que ela parecesse. 
Contudo, não queria gastar dinheiro em mil pedicuras e achei, por bem dos meus pés, investir nesta máquina que, basicamente, vai durar para sempre e sempre me vai permitir fazer a minha própria pedicura e deixar os meus pés suaves, livres da pele morta, seca e endurecida. Digamos que, me imaginar a fazer o processo com a velhinha pedra pomes todas as noites é algo que me iria cansar, entediar e logo acabaria por deixar de parte. 
Já testei a Velvet Smooth assim no dia em que a comprei. Bem animada "Vamos lá ver o que sai daqui!". Fiquei impressionada. Dos meus pés enquanto os limava com a máquina saía uma poeira de pele seca, uns pedaços de pele morta que iam caindo no chão e, no final, realmente constatei que eles estavam mais suaves, mais bonitos. Resultados em 5 minutos que obteria, quiçá, a esfregar uma pedra pomes nos meus pés durante uma hora. Rendi-me. Agora tenho usado mais e verificado que os meus pés começam a ficar com um aspecto mais bonito e, consequentemente, mais saudável.

Foi cara mas vale o investimento. E, além do mais, já vem com as quatro pilhas AA necessárias ao funcionamento. É de salientar, que toda a família pode utilizar! Nas farmácias estão também disponíveis recargas da lima para trocar quando esta se desgastar. Cada recarga de 2 limas custa 14,95€.

Junto com esta máquina comprei também um creme para os pés mas uma breve resenha fica para outro dia.

Cuidem dos vossos pés.

Palavras certas

domingo, julho 06, 2014

Tem palavras que assustam, outras que aterrorizam, outras que fazem rir, outras que fazem sorrir, outras que fazem chorar, outras que acalmam, outras que preocupam, outras que aquecem, outras que arrefecem, outras que machucam e outras que curam. Há palavras para toda e qualquer situação. São mesmo a arma mais poderosa.

Há palavras que, ditas mesmo que num tom calmo e leve, tocam, marcam. Mudam a vida.

pensamentos

"Gorda".

domingo, julho 06, 2014

Olá, o meu nome é Catarina e eu sou gorda. Fui gorda a vida inteira, já nasci até com peso a mais mas na infância e durante todo o resto da minha vida decidi manter a linha - ou deverei dizer "a curva"? - porque nunca fui magra nem nunca sequer tive um episódio da minha vida em que o meu peso era normal. Não, sempre foi acima. Bem acima. Números não me interessam. Nem a quem ler, eles são apenas indicativos. Mas enfim, esse não é o problema. O problema é este: eu me aceito gorda. Eu não acho que tenha que ser diminuída, gozada, discriminada porque sou gorda. Eu não me acho feia - nem lá perto - e muito menos vou achar-me feia porque sou gorda. Mostrem-me um dicionário que diga que ser gorda é ser feia. Ou é ser doente. Ou melhor, ser gorda é ser uma pessoa que não se ama, não se cuida e é um lixo na humanidade e deveria ser exterminado. Pois é, ser gorda é simplesmente sofrer de obesidade, ter as gorduras acumuladas no corpo causando excesso de peso e que talvez, possam trazer doenças e problemas na saúde. Mas isso não é o ponto do texto.

Desde criança me sentia e me faziam sentir de parte porque era gorda. Era escolhida para guarda-redes nas equipas em educação física porque obviamente não tinha a resistência suficiente para andar a correr atrás de uma bola e porque, quiçá, ocupava mais espaço da baliza logo as bolas não entravam tão facilmente. Desde criança me chamaram de gorda, demonstravam como eu era gorda. Tinha 8 anos tinha que usar roupa de 14 e com 14 já tinha que andar atrás das roupas de números hiper mega grandes porque roupa de criança/adolescentes não servia em mim. "Só nas orelhas", diziam.
Ser gorda mexeu comigo. Toda essa coisa de exclusão, de gozação, fez de mim uma pessoa insegura. Mas como não, né? Fui habituada e cresci num ambiente onde eu já sabia que as pessoas iam reparar nas minhas formas redondas e comentar a respeito delas. Passava a ter medo e fugia de conhecer novas pessoas porque por mais simpática, educada, inteligente, cordial que eu fosse eu sabia, dentro de mim, que aquilo que ficava era "aquela gorda".

Porém, um dia, eu dei um basta. Eu olhei para mim no espelho e pensei "Tu és uma boa pessoa". Mais, eu olhei bem para mim e pensei "Tu és bonita. Esses olhos escuros e esse olhar, esse sinal no canto da boca. Olha, a tua boca é bonita. E, se calhar, muitas das magrelas queriam ter os teus seios." E, em vez de continuar na minha fase de querer fugir de tudo e todos, eu comecei a sair da minha bolha e, principalmente, a cuidar de mim. A ser vaidosa. Em ter gosto em arranjar a sobrancelha para fazer o meu olhar ainda mais bonito, a cuidar do meu cabelo, a usar roupas mais bonitas e que se ajustassem melhor ao meu corpo e, melhor, que fossem mesmo o meu número sem precisar de usar números acima e parecer um saco de batatas. Aprendi a gostar de mim. A achar que não deveria ter tantas estrias mas olha, são marcas minhas e pronto. Não me vou detestar por isso por algo que é meu e a mim pertence e, além do mais, sempre vão ali ficar independentemente de tudo. Não vou mais me diminuir e aceitar que me diminuam como pessoa porque sou gorda.

Aprendi que ser gorda nunca me impediu de fazer nada, nada das coisas que eu achava ser impossível pelo ambiente em que vivia como o simples facto de ser amada por alguém - coisa que eu achava que gordos, como lixo que são supostamente, nunca deveriam sentir - de ser desejada por alguém, de alguém me falar que eu sou linda, de alguém me admirar. Ser gorda não me impediu de nada que uma rapariga de agora 24 anos faça. Ser gorda, até, não me impediu de ter uma tatuagem bonita. De ter um trabalho. De ter amigos.

Tenho os meus dias "down" como é recorrente a cada mulher. Melhor, a cada ser humano. Somos por natureza insatisfeitos e não existe ninguém que dia que é 100% perfeito, 100% amando o seu próprio corpo ou esteja 100% satisfeito com tudo na sua vida. Mas esses dias são cada vez menos. E o melhor? O mundo aprendeu a me ver de outra forma. É quase que como ao me ver me aceitando, me aceitam também. Se eu mostro confiança em mim é isso que o mundo vê. O mundo vê, de mim, apenas o que eu quiser mostrar. E se eu quero mostrar que sou gorda? Quero. Mas sou uma gorda linda, alegre e irrito-me quando me querem fazer mudar essa visão de como "Tu serias mais feliz se fosses magra".

Sou gorda. E a partir do momento em que eu me aceito assim, chamarem-me de "gorda" passa-me ao lado. Não me ofendem por isso e eu não me escondo mais. Nunca mais.

Já dizia o anúncio do Matinal: Quem não gostar de mim, quem gostará?


Beleza

New stuff I've loving

terça-feira, julho 01, 2014

Outro dia fiz umas compras. Umas compras das quais não me arrependo mesmo que tenham significado uma facada à minha carteira. 

Já tinha um tempo que andava a precisar de uns pincéis novos. Sempre quis uns da Sigma Beauty mas a verdade é que além do preço excessivo, estes têm andado a perder qualidade. Quantas e quantas meninas se têm queixado dos cabos a descolar-se e das cerdas a cair? Pus então a ideia meio de parte e resolvi investir em outra marca que parecia igualmente boa.

Relativamente à minha pele, já referi uns posts atrás que agora em vez de quantidade eu tenho dado valor à qualidade. Então em vez de gastar o mesmo dinheiro em 4 ou 5 bases que não vou usar antes que estraguem, preferi investir numa só e que satisfizesse as minhas necessidades e a minha picuice com bases. Sim, porque eu já cansei de andar com a cara feito um "reboco".


Sendo assim, optei por uns pincéis da marca Zoeva depois de ter visto e lido quinhentas e cinquenta e oito resenhas (não, não as contei... mas foram muitas) acerca destes utensílios da marca alemã. E quantos e quantos sets eles possuem? Demais. Então escolher um foi difícil porém a ideia de ter uns pincéis castanhos com um toque de rosa dourado venceu.

... Zoeva Rose Golden Set, 8 pincéis. Tem os pincéis necessários a uma maquilhagem perfeita. Um de base, pó, um ideal para o contorno, outro de blush, um para o corrector e mais três para os olhos: de esfumar, o pincel lápis para marcar o côncavo e o pincel de delineador (que eu particularmente uso também para o preenchimento das sobrancelhas). Não poderia estar mais satisfeita. São macios, lindos, fazem um excelente trabalho e sem qualquer esforço! Custou-me 58€ no site da Maquillalia. 

Já fazia meses que eu não usava qualquer base na minha pele, tinha me rendido a um bb creme que é bem mais leve que uma base propriamente dita. Isto porque a base geralmente pesa, geralmente causa aquela sensação de que temos uma "pasta" na cara e se nos meus 20 anos eu "amava" essa sensação, a verdade é que nos meus 24 eu quero algo leve e que não me faça sentir que tenha base na cara. Sendo assim, surgiu a base à base de água da Chanel. Estou apaixonada!

... Vitalumiére Aqua da Chanel. Esta base tem um "hype" louco em que todo o mundo fala bem, todo o mundo diz que adora. Eu sou mais uma dessa massa. A base é incrível, bem fina e óptima de espalhar, para a minha pele que não precisa de uma cobertura exagerada ela cobre o necessário, não me deixa a pele oleosa (é oil-free), dura bastante e tem um perfume muito bom. Ela dá-me aquela sensação de pele a respirar e era isso que eu procurava. Custou-me cerca de 32€ na Sephora com o desconto de 20% sendo que o preço original é de 39,50€. Cara mas vale cada cêntimo.

Quais os vossos produtos caros em que valeu o super investimento?